Presidente da CBF some dos jornalistas
Enquanto o francês Michel Platini fazia campanha, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, que pretende se candidatar em 2015, retraía-se em Zurique, na Suíça. Esteve longe de câmeras, ao contrário do mentor João Havelange, seu ex-sogro, única figura importante da Fifa a defender abertamente a entidade.
Aos 95 anos, Havelange passou em corredor público e falou com os repórteres, com elogios à gestão de Joseph Blatter. Na sua opinião, houve evolução no futebol.
“Há muita crítica porque querem ocupar essa cadeira tão importante”, afirmou.
Teixeira, entretanto, passou por um corredor interno. Entrara quase anônimo para participar da abertura do Congresso da Fifa no local da cerimônia.
Quando chegou, postou-se na primeira fila, de lado, mas longe dos fotógrafos, que preferiam o ex-jogador da Alemanha, Beckenbauer. Conversava apenas com Sandro Rossel, amigo e presidente do Barcelona, da Espanha, entre os dirigentes, antes da cerimônia.
Quando o suíço Blatter, atual presidente, entrou, virou o centro das atenções e de poucos aplausos. No discurso, homenageou Havelange mais uma vez.
Seu antigo chefe retribuiu com críticas à tentativa inglesa de adiar a eleição.
“E se o candidato fosse inglês?”, rebateu, insinuando que a posição é apenas para derrubar Joseph Blatter.
Teixeira não se posicionou sobre a crise em nenhum momento. Aproveitou que foi deixado de lado pelas denúncias. A Fifa não quis investigá-lo por suposto pedido de favores por votos.
Redação Futebol Bauru
01/06/2011.
Veja Também
-
Fifa e o seu presidente passam a responder por ação judicial
Sede da FIFA em Zurique, na Suíça. (Tripadvisor)
-
Neymar se despede da Seleção com derrota, frustração e lágrimas...
Neymar-seleção-brasileira-futebol.webp

