Fifa e o seu presidente passam a responder por ação judicial

11/07/2026Mais Esportes

Sede da FIFA em Zurique, na Suíça. (Tripadvisor)

A Fifa e seu presidente, o suíço-italiano Gianni Infantino, passaram a responder a uma ação judicial nos Estados Unidos que cobra uma indenização de US$ 1 bilhão de dólares ou R$ 5 bilhões 200 milhões de reais pela eliminação do Irã na Copa do Mundo. 

O processo foi protocolado na Corte Federal de Boston, nos Estados Unidos, pelo analista iraniano-americano Lotfollah Kaveh Afrasiabi, que afirma representar os interesses de cerca de 91 milhões de iranianos. 

Segundo informações divulgadas pelo jornal britânico The Independent, a ação sustenta que a seleção iraniana foi vítima de “discriminação flagrante! durante o torneio. 

Gol anulado

O principal argumento é a anulação, após revisão do VAR, de um gol marcado por Shojae Khalilzadeh na partida contra o Egito. 

Na avaliação do autor, o lance foi invalidado de forma injusta por impedimento, retirando do Irã a vitória que garantiria a classificação às oitavas de final. 

O documento também alega que torcedores iranianos e iraniano-americanos sofreram danos emocionais em razão do tratamento dado à equipe durante a competição. 

Proibição

Além da contestação sobre a arbitragem, Afrasiabi afirma que a delegação enfrentou dificuldades logísticas e restrições impostas pelas autoridades dos Estados Unidos. 

Entre as reclamações estão a proibição de permanecer no território americano no início da competição, a transferência da base de treinamentos para o México e a negativa de vistos para 11 integrantes da delegação do Irã. 

Na visão do autor da ação, caberia à Fifa garantir condições iguais de preparação para todas as seleções participantes. 

Invicto

Afrasiabi argumenta que a soma desses episódios prejudicou o desempenho esportivo da seleção e representou humilhação para milhões de iranianos. 

Apesar de terminar a fase de grupos invicto, com três empates, o Irã acabou eliminado ainda na primeira fase do Mundial. 

Afrasiabi, 68 anos, é especialista em relações internacionais, ex-professor da Universidade de Harvard e atuou como conselheiro da equipe de negociação nuclear iraniana durante o governo do então presidente americano Barack Obama. 

No processo, o advogado afirma haver “evidências claras e incontestáveis” de que a eliminação da seleção iraniana foi consequência de “uma decisão equivocada do árbitro de vídeo”. 

Redação Futebol Bauru

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11/07/2026

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