Ex-jogadores e atuais atletas podem estar envolvidos em Máfia de Ingressos

03/07/2014Mais Esportes

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deverá chamar ex-jogadores, entre eles Dunga, também técnico do Brasil na Copa de 2010, na África do Sul, e Júnior Baiano, ex-Flamengo, e empresários de futebol para depor na investigação sobre rede internacional de cambistas que atua em Copas do Mundo desde 2002, na Coréia do Sul/Japão.

 

Inicialmente, serão chamados como testemunhas. O objetivo é esclarecer se há ligação com a rede.

 

Terça-feira passada, a polícia prendeu 11 suspeitos de integrar esquema ilegal de venda de ingressos da Copa-14, que faturava até R$ 1 milhão de reais por jogo. Há suspeitas de participação de integrantes da CBF e das Federações de Argentina e Espanha.

 

Ingressos na Granja

Entre os presos está o franco-argelino Mohamadou Lamine Fofana, 57 anos, apontado como chefe do grupo e que fez ligações para a Granja Comary, concentração da Seleção Brasileira, em Teresópolis (RJ), em busca de ingressos.

 

Segundo a apuração, Fofana tinha livre acesso a eventos da Fifa e fechou bar na zona sul carioca, no último dia 17, para festa em homenagem aos ex-jogadores da campanha de 1970, no México.

 

Ex-atletas de várias gerações, como Dunga (campeão mundial em 1994, nos Estados Unidos), Jairzinho e Carlos Alberto Torres (campeões em 1970), estavam entre os convidados. E por isso, deverão ser chamados para depor.

 

9 mil em uísque

“Ele se valia desses encontros para ficar entre pessoas influentes para ter acesso a ingressos valiosos, de camarotes”, disse o delegado Fabio Barucke.

 

Na festa, Fofana gastou R$ 9.000 reais em uísque para presentear ex-jogadores e atuais jogadores.

 

O ex-zagueiro Júnior Baiano será convocado porque alugou apartamento para o argelino por R$ 12 mil reais na Barra da Tijuca, no Rio.

 

Escuta autorizada mostra ainda Fofana em suposta negociação de ingressos com Roberto de Assis Moreira, ex-atleta, irmão e empresário do atacante Ronaldinho Gaúcho, do Atlético Mineiro.

 

Pai de Neymar

A polícia investiga ainda se há ligação do grupo com o pai e empresário do jogador Neymar, do Barcelona da Espanha, Neymar Silva.

 

Em conversa grampeada pela polícia, Alexandre Vieira, suspeito de integrar a quadrilha, disse a Antônio Henrique de Paula Jorge, outro suspeito, que assistia ao jogo entre Brasil e Chile ao lado do pai de Neymar, nos lugares mais caro do Mineirão, em Belo Horizonte (MG).

 

A Fifa disse que irá auxiliar a Polícia Federal na identificação de responsáveis pelo repasse a cambistas de ingressos cedidos pela entidade a seleções da Copa.

 

Redação Futebol Bauru

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03/07/2014

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