Conversa, nada efetivo e ex-vice lamenta fim da base
Evaldo Armani se desligou do Marketing. Paulo Garcia adota discurso político. João Paulo Menezes Garcia está irredutível. Beto Souza segue à disposição para a transição. (Futebol Bauru)
João Paulo disse que foi erro acabar com a base. (Futebol Bauru)
Toninho Gimenez, abraçado ao ex-presidente Cláudio Amantini, busca sensibilizar Paulo Garcia, diretor da Kalunga. (Futebol Bauru)
Evaldo Armani se desligou do Marketing. Paulo Garcia adota discurso político. João Paulo Menezes Garcia está irredutível. Beto Souza segue à disposição para a transição. (Futebol Bauru)
Os dirigentes, educados, atenciosos e gentis, não falaram a mesma língua sábado à tarde, na derrota de 1 a 0 do Noroeste, para o Osasco, no Estádio “Alfredo de Castilho”, pela Copa Paulista.
O presidente do CD - Toninho Gimenez que acumula a presidência do clube, com as demissões do então presidente Damião Garcia e do vice João Paulo Menezes Garcia, em 25 de setembro, segue esperançoso em conseguir ajuda financeira da Kalunga.
Deseja enxugar a maquina e é compreensível porque vem se esforçando ao máximo, deixando a empresa para correr em busca de recursos.
Nem sim, nem não
O diretor da empresa, um dos filhos do ex-presidente Damião Garcia, Paulo Garcia, simpático não diz sim e nem não.
“Vamos ver com calma essa situação. Preciso ver na empresa se dá para dar mais uma ajuda”, esbanjando sorriso.
Já o seu filho e ex-vice-presidente João Paulo Menezes Garcia, também atencioso, mantém a posição já tomada.
Lamentável acabar com a base
“Estamos no Noroeste até dezembro como patrocinadores. Entregamos o clube, até porque cansamos de ouvir que o Noroeste precisava voltar para Bauru. A administração do clube não é mais problema nosso”, disse firmemente.
Mas o motivo maior, voltou a citar, “é a doença do meu avô Damião, em estado crítico”, comentou.
Em coletiva João Paulo, ao lado do ex-presidente Cláudio Amantini, lamentou “perder a categoria de base. Eu sinceramente não teria acabado comas categorias de base”, declarou.
Segundo o diretor financeiro da Kalunga, “penso que foi um equívoco, porque da base sairiam atletas para o time principal e para negócios, dando retaguarda e sustentabilidade ao clube”, desabafou.
Posição definitiva
De acordo com João Paulo, “a nossa retirada da administração do Noroeste é definitiva. Viemos como patrocinadores para incentivar o time que perdeu imerecidamente”, completou.
O consultor executivo Beto Souza, também presente, voltou a lembrar de estar “à disposição para fazer a transição”, embora não tenha mais vinculo empregatício com o Noroeste.
O gerente de marketing Evaldo Armani disse “já ter se desligado do clube”. Coincidência ou não, os camarotes estavam lotados.
Na antiga Tribuna de Honra onde funcionava a imprensa impressa e internet, estava ocupada por torcedores, alguns gritando e outros berrando palavrões impublicáveis.
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Erlinton Goulart, especial para o Futebol Bauru
06/09/2012.
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