Classificação à custa de pedradas

02/06/2011Mais Esportes

Os santistas foram vítimas de pedradas quarta-feira à noite, no Estádio Pablo Rojas, em Assunção, a capital do Paraguai, onde o Santos empatou em três gols com o Cerro Porteño e garantiu vaga na final da Copa Libertadores da América contra o vencedor de Velez, da Argentina e Peñarol, do Uruguai.

 

O técnico Muricy Ramalho foi atingido na cabeça no segundo tempo, por uma pedra atirada do setor das numeradas. No intervalo, três torcedores brasileiros ficaram feridos, também por pedradas.

 

“Dei sorte de a pedra não pegar no meu olho”, disse Muricy. “Mas não vai acontecer nada”, acrescentou o treinador, descrente de uma punição ao Cerro por parte da Conmebol - Confederação Sul-Americana de Futebol.

 

Os três torcedores brasileiros feridos foram retirados do Estádio Pablo Rojas em ambulâncias. A polícia não informou para que hospital foram levados, mas disse que os ferimentos foram leves.

 

A confusão ocorreu no intervalo da partida, quando as duas torcidas começaram a se provocar. Parte da arquibancada do estádio está em obra, com muitas pedras espalhadas pelo chão. Mesmo assim, o setor foi liberado para a torcida do Cerro.

 

A provocação se transformou em chuva de pedras e de garrafas com urina em direção aos torcedores do Santos que revidaram com algumas pedras que recolhiam.

 

Por meio do sistema de som do estádio, uma voz feminina tentou controlar a situação. “É uma festa, não é necessária má conduta”, disse. Foi vaiada. O locutor oficial do Pablo Rojas, então, pediu calma, mas a situação só foi controlada com a chegada da polícia, que separou os torcedores e protegeu os santistas com escudos.

 

Redação Futebol Bauru

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02/06/2011.

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