CBB caminha para a falência

03/11/2016Mais Esportes

O basquete brasileiro saiu dos Jogos Olímpicos do Rio com o pior desempenho de sua história. A equipe masculina, que mirava medalha, sucumbiu ainda na primeira fase, e terminou em nono. A feminina, sob o comando do bauruense Antônio Carlos Barbosa, fez pior. Encerrou o torneio na 11ª posição, sem nenhuma vitória.

 

As duas campanhas são o retrato mais evidente da situação de penúria por que passa a modalidade no país.

 

Desde que Carlos Nunes assumiu a presidência da CBB - Confederação Brasileira de Basquete, em 2009, as dívidas da Confederação saltaram de R$ 1 milhão 100 mil reais para R$ 17 milhões 200 mil reais, de acordo com o balanço de 2015.

 

A previsão é que o débito atinja R$ 19 milhões de reais ao final de 2016, a julgar pela tendência dos últimos anos. A CBB tem o maior nível de endividamento do esporte olímpico nacional.

 

A situação falimentar da entidade tem prejudicado diretamente as seleções nacionais de várias categorias.

 

As duas equipes adultas tiveram a presença nos Jogos do Rio posta em xeque depois que a CBB não honrou pagamento à Fiba - Federação Internacional, por convite para o Mundial masculino da Espanha, em 2014. A vaga não fora obtida na quadra.

 

Em 2015, a Fiba deu ultimato a CBB, que foi socorrida pelo Bradesco e pela Nike, também sua patrocinadora, que bancaram cerca de R$ 2 milhões de reais para garantir a presença dos times na Rio-2016.

 

Irritada com o cancelamento de uma etapa do Circuito Mundial de 3x3, que seria realizada no Rio pela CBB, em setembro, a Fiba destacou força-tarefa para auditar contas da entidade brasileira.

 

 

Redação Futebol Bauru

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03/11/2016 


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