Ato racista na vitória inconteste do Noroeste no Brasileiro Série D

17/05/2026Noroeste

Vitória sobre o Velo Clube conduz o Noroesdte à vice-liderança do grupo com 11 pontos. (Assessoria de Comunicação ECN 16/05/2026)

A espetacular vitória do Noroeste: 3 a 0 sobre o Velo Clube, sábado à tarde, em Bauru, a 3ª pelo Grupo A14 do Campeonato Brasileiro Série D e igualmente a 3ª seguida na competição que abriga 96 clubes, foi arranhada por ato racista no Estádio “Alfredo de Castilho”. 

Segundo relato da árbitra Francielly Fernanda Lima de Castro, de Minas Gerais, o jogo foi interrompido e providências tomadas. 

Súmula

A súmula da partida, publicada no site da CBF - Confederação Brasileira de Futebol, organizadora do campeonato, detalha o acontecido. 

Na íntegra, o texto publicado: 

“Informo que aos 45´/2º da partida, fui informada pelo 4º árbitro (Hermínio Henrique Kuhn Daidem - SP), de um ato de racismo ocorrido nas dependências do estádio, sendo então acionado o protocolo antirracismo conforme previsto pelos regulamentos da competição”. 

Ofensa

A árbitra mineira Francielly Castro, cita: “Fui informada pelo delegado da partida, Sr. Marcelo Garufe, que o massagista da AE Velo Clube, Sr. Éder Borges de Barros, relatou ter sido chamado de “macaco” por uma pessoa que se encontrava no camarote localizado acima do banco de reservas da equipe visitante”. 

“Diante da informação recebida, a partida foi imediatamente paralisada para adoção das medidas cabíveis. A Polícia Militar presente no estádio realizou a identificação do suposto autor do ato, e os procedimentos legais pertinentes”. 

Boletim

De acordo com a árbitra “Foi registrado BO - Boletim de Ocorrência, sob nº BOPM 15767. Ressalto que a partida permaneceu paralisada por 5 minutos em razão do acionamento do protocolo antirracismo e das providências necessárias relacionadas à ocorrência, sendo reiniciada aos 50 minutos do segundo tempo, com a realização do tempo restante dos acréscimos”. 

“Por fim, informo que todas as medidas ao alcance da equipe de arbitragem foram adotadas no momento da ocorrência, em conformidade com o protocolo oficial aplicável à competição”, encerra o texto. 

Nome?

Além de abominável o acontecido, lamenta-se o relatório não mencionar  o nome do autor da injúria racial. 

O Futebol Bauru apurou junto à uma fonte de absoluta confiança e presente no estádio que o ato teria sido provocado por um “adolescente de 16 anos de idade” que estava no camarote. 

O caso, agora registrado pela PM - Policia Militar, terá prosseguimento na Justiça. 

“O nome não foi divulgado, ao que tudo indica, por tratar-se de “ato infracional”. Assim a Lei 8.069/909 - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) denomina qualquer “crime”, quando o autor tem idade inferior a 18 anos", segundo o advogado Luiz Rocha.

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Erlinton Goulart, Futebol Bauru

www.futebolbauru.com.br

17/05/2026 

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