Treinador diz que foi ameaçado de morte e lembra despreparo de treinadores
Nelsinho Baptista em seu último trabalho na Ponte Preta em 2024. (GE)
Nelsinho Baptista estava longe da família, sem receber salário e prestes a cobrar o chefe do time de traficantes que aceitou comandar na década de 1980 em Barranquilla, na Colômbia.
“Tem dois problemas aqui, dinheiro e a família. Você não resolve. Se não pagar, nós vamos embora. Porque não liberavam as passagens para nossos parentes viajarem”.
Não é o Brasil
“O presidente respondeu: um está resolvido. E jogava o dinheiro em cima da mesa. Quando terminou, empurrei de volta e disse: primeiro a família”, contou Nelsinho ao G1 Esportes.
Segundo Nelsinho, “Ele me olhou e falou Nelsinho, aqui não é Brasil. Eu mato você, pico e ninguém vai achar”.
Foi assim que viveu por seis meses antes de o chefe e presidente do clube despachá-lo de volta ao Brasil, pagando o que devia, porque precisava fugir.
Técnicos estrangeiros
Comandou 27 clubes, no Brasil, Japão e até Arábia Saudita, mas hoje, sem trabalhos desde a Ponte Preta em 2024, se vê cada vez mais longe do futebol.
Sobre as declarações do ex-técnicos Oswaldo de Oliveira e Emerson Leão sobre treinadores estrangeiros no futebol brasileiro, disparou.
“Eu acho ridículo, ridículo, porque principalmente o Oswaldo e o Leão já foram estrangeiros”.
“Fui estrangeiro no Chile, na Colômbia, no Japão, na Arábia Saudita, e não posso criticar o estrangeiro aqui. O que aconteceu é que quando nós perdemos a Copa no Brasil (2014) todos os treinadores foram jogados dentro de um saco. Ninguém serve. Então vamos dar oportunidade aos novos. E eles não estavam preparados para isso”.
Redação
Futebol Bauru
09/03/2026
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