Teixeira ganha mais aliados no Senado
Em meio aos preparativos para a Copa do Mundo-14, no Brasil, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, ganhou força política no Senado após o resultado das urnas. O dirigente viu aumentar sua influência nas articulações políticas em Brasília após a eleição de dois de seus principais aliados e a reeleição de outros três para o Senado.
Teixeira assistiu a seu amigo pessoal e ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves (PSDB-MG) chegar ao Senado, ao lado de outro antigo aliado, o deputado federal Ciro Nogueira (PP-PI).
Além desses, reelegeram-se Delcídio Amaral (PT-MS), Renan Calheiros (PMDB-AL) e Gilvam Borges (PMDB-AP), políticos com o histórico de amizade com o presidente da CBF e do comitê organizador da Copa-14.
“O que for preciso para melhorar as relações institucionais e para não criar problemas nós vamos fazer”, argumenta Nogueira, sobre as atividades do Senado em relação à Copa-14.
A Fifa apresentou ao país uma série de exigências para a organização do Mundial. Elas forçarão mudanças na legislação atual e incluem questões que envolvem os mais variados assuntos, que vão desde os impostos, passando pela lei trabalhista, até chegar aos royalties.
Um dos históricos opositores de Ricardo Teixeira, no Senado, Álvaro Dias (PSDB-PR) realizou leitura diferente à do fortalecimento da “bancada da bola” na casa. “Não vejo uma grande alteração na composição do Senado a favor da CBF. E ela sempre realizou um trabalho de relações públicas no Legislativo”, argumenta Dias.
Na Câmara dos Deputados, não conseguiu a reeleição o deputado Silvio Torres (PSDB-SP), tradicional opositor de Ricardo Teixeira. “Eu era o contraponto à CBF. Com minha ausência, não sei se alguém assume esse tom mais crítico. Os deputados eleitos agora eu não conheço. Mas, dos que já estão, não tem ninguém tão focado nessa questão do esporte”, afirmou Torres.
Redação Futebol Bauru
06/10/2010.
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