Técnico sofre agressão e atira saco de gelo
Os torcedores do Goiás ficaram revoltados com a derrota do time, no Serra Dourada, em Goiânia, para o Palmeiras, por 1 a 0, pelo primeiro jogo das semifinais da Copa Sul-Americana.
Os ânimos ficaram ainda mais exaltados depois que Otacílio Neto, que está acertando seu retorno ao Noroeste, teve um gol anulado nos acréscimos, quando a arbitragem acertou ao marcar impedimento.
Sobrou para o técnico do Palmeiras, Luiz Felipe Scolari, que foi atingido na cabeça por um rádio atirado das arquibancadas do Serra Dourada, no momento que concedia entrevista ainda no gramado.
Felipão até mostrou bom humor ao comentar a situação, mas pediu que a Conmebol aplique uma punição severa ao Goiás pela atitude da torcida.
“Se fosse uma televisão de boa qualidade, a gente poderia aproveitar depois, mas um rádio. Precisa mais do que um rádio para me machucar. Se esses covardes querem me machucar, precisam tentar com mais alguma coisa. Se a Conmebol tomar a mesma atitude que tomou em outros jogos, é provável que o Goiás volte a jogar em casa pela Sul-Americana daqui uns dois ou três anos”, disse o treinador.
No entanto, apesar de estar calmo na entrevista coletiva, Felipão e o diretor administrativo do clube goiano, Marcelo Segurado, discutiram após o jogo.
O treinador foi procurar o árbitro Evandro Rogério Roman para falar sobre o caso do rádio e encontrou o dirigente, que informou que o agressor já havia sido identificado e que um boletim de ocorrência também havia sido registrado. Mas eles acabaram batendo boca.
“O Felipão atirou um saco de gelo, me ofendeu, parti pra cima dele, mas não houve agressão. As pessoas nos seguraram para evitar o pior. O Felipão que vá ser mal educado com as negas dele, aqui não”, reclamou o dirigente, em entrevista à Rádio Globo.
Redação Futebol Bauru
18/11/2010.
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