Técnico brasileiro vai deixar a Líbia
As violentas manifestações populares na Líbia, contra o governo do ditador Muammar Kadhafi, há mais de 40 anos no poder, deixaram um rastro de destruição na capital do país, Trípoli, onde já foram contabilizados cerca de 400 mortos.
O brasileiro Marcos Paquetá, treinador da seleção nacional, assim como a maior parte dos estrangeiros que moram na Líbia, não vê a hora de deixar o país.
O técnico revelou que os prédios da Federação de Futebol local e do Comitê Olímpico foram incendiados e saqueados. E, por pouco, o ato de vandalismo não acabou com sua chance de deixar a Líbia.
“O meu passaporte e os de outros membros da minha comissão técnica estavam em um armário. Por sorte, nenhum foi danificado. Conosco está tudo bem. Estamos em um lugar bem seguro e tranquilo, localizado em um bairro a 15 minutos do centro, onde ocorrem os incidentes. Se não fosse pela TV, a gente não ia ter noção de tudo que está acontecendo por aqui”, contou Paquetá.
O técnico já conseguiu um voo para Itália nesta quarta-feira. “Hoje (terça-feira) fui no aeroporto e estava muito cheio. Nossa maior preocupação é com os nossos familiares. Somos 14 pessoas ao todo, incluindo cinco crianças e um bebê. Estamos com medo de que as coisas piorem e, por isso, vamos deixar o país”, salientou Paquetá, que vem se comunicando com familiares no Brasil através do Skype.
“É a única coisa que funciona. Meu celular recebe ligações, mas não as faz. Também não conseguimos acessar o Twitter e o Facebook”, revelou Paquetá.
Redação Futebol Bauru
22/02/2011.

