Palmeiras vem desconfortável a Bauru
Na quinta colocação do Paulistão, com 22 pontos, o Palmeiras, adversário do Noroeste, nesta quarta-feira, as 19h30, em Bauru, viveu crise devido à colisão entre o técnico Luiz Felipe Scolari e parte da diretoria do clube na véspera do empate sem gol o Santo André, sábado.
O desentendimento resulta de insatisfação de Felipão com a intenção da nova direção do clube de cortar gastos. O técnico aceita reduzir despesas, mas até determinado limite. O problema começou quando a diretoria mandou cortar dois dos 15 membros do estafe de apoio. Entre eles, a nutricionista Alessandra Favano.
Contrariado com a ordem, Scolari chegou a dizer que se recusaria a ir para a concentração. Disse que Alessandra iria no seu lugar porque era mais importante para o time. O treinador já havia aceitado reduções nas vagas para a comissão técnica. Foram cortados de 25 para 15 os funcionários concentrados no hotel.
Antes do jogo, Scolari não quis falar sobre o assunto. “Não tenho que acabar com nada. Vou falar do jogo. Sétima vez que digo: quer ouvir do jogo?”, indagou o técnico.
Internamente, existe, de fato, embate entre Scolari e o grupo que quer reduzir despesas. Afinal, o ex-presidente Luiz Gonzaga Belluzzo deixou um rombo em torno de R$ 7 milhões de reais mensais, mas o técnico alega que já ajudou na redução dos gastos ao aceitar a negociação de atletas como Danilo.
Ainda assim há uma parte da atual situação que defende redução mais drástica nas despesas por conta do buraco nas contas deixado pela administração passada. O salário do treinador, de R$ 700 mil reais, é visto como muito alto por essa corrente.
Scolari não quer sair do Palmeiras, mas não está preocupado caso queiram sua saída. Entende que tem facilidade para arrumar um novo emprego, seja no Brasil ou em times da Europa.
Redação Futebol Bauru
06/03/2011.

