Palmeiras tem missão quase impossível
No primeiro treino após a humilhante derrota para o Coritiba, 6 a 0, quarta-feira passada, em Curitiba (PR), pela Copa do Brasil, o Palmeiras armou esquema especial de segurança para evitar novos protestos da torcida. Mas pouca gente apareceu.
Sábado, cerca de 30 torcedores protestaram na frente do centro de treinamento, e o clube cancelou a atividade. Segunda-feira apenas uma garoa fina e três seguranças privados recepcionaram os jogadores cinco metros à frente do portão do CT. A medida preventiva foi tomada para evitar a aproximação de eventuais manifestantes.
Depois que os jogadores já estavam dentro do CT, cerca de dez integrantes de uma organizada chegaram para protesto pacífico. Foram recebidos pelo gerente administrativo Sérgio do Prado. Após breve conversa, os torcedores se dispersaram.
O treino também foi fechado à imprensa. Não houve entrevista coletiva. A assessoria do clube alegou que a sala usada pelos repórteres durante os treinos do time seria palco de uma reunião do Conselho de Orientação e Fiscalização do clube.
Também houve silêncio no Parque Antarctica, um dos pontos de venda de ingresso. O movimento era pífio. Poucos torcedores acreditam que o time avance, pois vencer quarta, no Pacaembu, por mais de seis gols de diferença.
O técnico Luiz Felipe Scolari disse que os protestos de torcedores organizados não representam a opinião da maioria da torcida do Palmeiras.
No sábado, o carro do ex-presidente Mustafá Contursi foi chutado por torcedores. Logo após a derrota no Paraná, o atacante Luan teve o seu atingido por uma bomba caseira.
Redação Futebol Bauru
10/05/2011.
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