Morre zagueiro que teve sete paradas cardiorrespiratórias

23/05/2011Mais Esportes

Um ano depois de sofrer ataque cardíaco em campo, o zagueiro Edu Matos, 24 anos, morreu quarta-feira passada, em Maruim, no interior de Sergipe. O jogador teve uma parada cardíaca, foi levado a um hospital da cidade, mas não resistiu.

 

Em 2010, Edu defendia o Araripina, clube que disputava o Campeonato Pernambucano, quando teve sete paradas cardíacas seguidas. A primeira, ainda em campo.

 

Acácia Matos e José Carlos Santos, seus pais, comemoravam a estabilidade do quadro clínico do filho, que não vivia uma crise desde março passado.

 

Edu Matos passou mais de um ano em estado vegetativo, deitado na cama de seu quarto, na casa onde nasceu e se criou, em Maruim. Perdera a capacidade de falar, escutar e enxergar o mundo a seu redor.

 

Por mais de um ano, Acácia Matos deu um beijo e um abraço no filho todo dia. Imóvel, continuava olhando para o alto. A mãe acreditava que o filho conseguia reconhecê-la.

 

Sete paradas

Em 27 de janeiro de 2010, o então zagueiro do Araripina enfrentava o Porto pelo Estadual. Aos 8min de jogo, o atleta caiu sozinho no gramado e teve convulsões.

 

Foi atendido por uma equipe médica ainda em campo e levado para um hospital da cidade, mas seu coração parou de trabalhar por longos intervalos. Ao todo, foram sete paradas cardiorrespiratórias.

 

A ausência de bombeamento de sangue causou a morte em massa de milhões de células do cérebro de Edu. Os médicos disseram que Edu nunca mais voltaria a ter uma vida normal.

 

A família ainda guarda suas chuteiras, meiões, caneleiras e camisetas de futebol. “Está na mão de Deus o futuro dele”, dizia seu pai, o chefe de obras José Carlos Santos, dias antes da morte do filho.

 

A família gastava cerca de R$ 3 mil reais mensais em alimentação especial, consultas e remédios. Eles lutavam pela aposentadoria do filho. Dizem nunca ter tido nenhuma ajuda do clube pernambucano.

 

Acusam o Araripina de não ter pago os impostos trabalhistas, razão pela qual não conseguiram retirar o benefício previdenciário a que o filho tinha direito.

 

Redação Futebol Bauru

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23/05/2011.

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