Clube quer lucro. Título é consequência
Azarão na final da Taça Guanabara, o Boavista é um “clube-vitrine”. Assim o define João Paulo Magalhães, um dos gestores do time, criado há sete anos.
O Boavista eliminou o Fluminense da final do primeiro turno do Estadual do Rio. Nos pênaltis, o time superou o atual campeão Brasileiro depois de empatar no tempo normal por 2 a 2.
“Chegar à decisão já é um título. Ganhar a Taça Guanabara é outra história”, diz o dirigente de 29 anos, que convive com o esporte desde que nasceu.
Nos anos 80, seus familiares marcaram época no vôlei e no futsal. Eles eram donos da Atlântica Boavista, um dos primeiros clubes-empresa do Brasil.
Praticamente sem torcida, o Boavista é um time diferente. Seus gestores não escondem que o objetivo principal é lucrar com a negociação de atletas. A conquista de títulos fica para segundo plano.
Fora isso, o time manda os seus jogos em Saquarema, cidade da Região dos Lagos, mas passa a semana longe de lá. A equipe treina em Xerém, na Baixada Fluminense, a mais de 100 km da cidade-sede
“Como uma empresa, queremos lucro. Mas, aos invés de espalhar atletas por outros clubes, fizemos questão de ter o nosso próprio time para expor os nossos atletas”, disse Magalhães.
Este ano, o Boavista quase teve o ex-atacante da seleção italiana Vieri que treinou no clube, mas teve uma contusão e preferiu se aposentar.
Redação Futebol Bauru
21/02/2011.

