Mais Esportes
Eny, a eterna super madrinha do Parquinho
14/11/2017

Emy Cezarino, em foto em fevereiro de 1982. (Revista Fatos e Fotos)


Pobre e no ostracismo morreu Emy Cezarino, aos 71 anos, em 1987, no Hospital Beneficência Portuguesa, em Bauru.

 

“Poucas pessoas em seu velório”, lembra Osvaldo Dal Col, 76 anos, que viu o Parquinho nascer no bairro do Parque Vista Alegre.

 

Graças ao Tim, apelido de Neto Cezarino que jogava no Parquinho e sobrinho da Emy, Dal Col ficou amigo de Emy, conhecida como Eny, dona da Casa da Eny, uma das mais famosas do Brasil que atraia políticos e celebridades ao encontro de mulheres escolhidas a dedo.

 

“Ela esparramou sacola de dinheiro na cama. Mandou-me pegar o necessário para comprar os túmulos e os caixões”, lembra Dal Col referindo-se aos assassinatos do atacante Toninho Rocha e do meia Baúca, em 1971, na Rua Floresta, onde ficavam três bares, formando três cantos. Toninho Rocha estava com data marcada para fazer teste no São Paulo.

 

Eny, a madrinha do Parquinho, bancava uniformes completos. “O Parquinho foi o primeiro time de Bauru a jogar com camisas de manga comprida. Presente da Eny”.

 

Cortou o leite

Dal Col contou ao Futebol Bauru que Eny era “caridosa demais”.

 

“Mandava entregar 40 litros de leite todos os dias a uma instituição de caridade. Quando mudou a diretoria e souberam que era Ela que bancava o leite, mandaram cortar. Onde já se viu receber doação de prostituta?, bradou a nova presidente da instituição”, lembra Dal Col.

 

“Muitos filhos de prostitutas que morreram à míngua foram criados pela Eny que os estudou. Ela fez muita caridade, distribuindo alimentos e remédios aos pobres”.

 

Eny não deixava faltar nada ao Parquinho. “Desde uniformes, quatro conjuntos por ano, bolas, chuteiras, remédios, flâmulas, bandeiras do clube, pagamento do aluguel da sede...”, recorda Dal Col com os olhos marejados.

 

Presidentes

O empresário Benedito Anselmo Filho, o Benê, nestes 20 anos ocupa a presidência do Conselho Deliberativo do Parquinho que tem na presidência, desde 2001, Valdecir Novaes da Silva, o Branco.

 

Belmiro Antônio Parreira, o primeiro presidente em 1967, seguido por Paulo Francisco Salles, José Honório de Freitas (Zélio), Manoel Ribeiro, Elcio Bonasorte, Ildo Monteiro (Baltazar), José Carlos De Marchi, Paulo Madureira, Valdenir Pereira Godoy, Nelson Ivo dos Santos, Laurindo Morais, Airton Daré e José Teixeira da Luz.

 

Beneméritos

Entre os muitos beneméritos os empresários Airton Daré e Moussa Tobias, falecidos, o empresário e vice-prefeito Toninho Gimenez que foi goleiro do time e Augusto Luiz Cardoso que também não mede esforços.

 

Os irmãos Marco Antônio Sanches Francisco e Júlio César Sanches Francisco, o Jóia, pioneiros na criação de assessoria de relações públicas e comunicações.

 

Dia das Mães, por exemplo, mães de radialistas e jornalistas esportivos, eram acordadas com buques de rosas vermelhas com cartão de dedicatória do Parquinho, o “Orgulho do Parque Vista Alegre”.

 

Erlinton Goulart, Futebol Bauru

www.futebolbauru.com.br

15/11/2017


Voltar